Breve descrição de Viena

Viena deve seu caracter internacional à alta percentajem de residentes extrangeiros. Quem visita o “Naschmarkt” —uma praça de mercado que com suas cafetarias e pequenos comércios constitui uma autêntica instituição vienesa— pode realizar uma viagem culinária ao mundo em um espaço muito reduzido. Cozinheiros de todos os continentes oferecem aqui especialidades regionais. Nas lojas encontram-se produtos alimentícios, temperos e ingredientes que usam-se na gastronomia dos países balcânicos, do Oriente Médio ou da América do Sul, como as variedades culinárias que mostram também a complexidade demográfica de Viena.

Muitos dos estrangeiros integraram-se em sua nova terra; apesar disto o grande número de residentes de outros países também dá origem à tensões que são motivo constante na discussão política entre os partidos.

A maioria dos descendentes dos imigrantes reconhecem-se somente pelos seus apelidos. Em Viena o termo “nativo” dependeu sempre de sua interpretação. Princípios do século XX uma primeira avalancha de imigração contribuiu decisivamente ao crescimento da cidade. Por exemplo, ao redor do ano 1900 muitos checoslovacos estabeleceram-se na capital, e junto a outros grupos étnicos chegados desde todo o território da monarquia, que conteve doze nacionalidades e uns 50 milhões de habitantes, marcaram importantes campos da vida colectiva. Assim, a cultura gastronómica vienesa, tal como a conhecemos hoje, e suas especialidades seriam impen sáveis sem a influência de checoslovacos ou húngaros; a vida cultural na metrópole foi marcada decisivamente pelos intelectuais judeus vindos de todo o território da monarquia austro-húngara; e uma olhada à guia telefónica de Viena mostra quantas famílias, que logicamente sentem-se como em sua casa na cidade, têm origens eslavas.
Devido à perda de amplas áreas de influência, a povoação, que tinha alcançado no ano 1918, no final da primeira guerra mundial e da monarquia danubíana, os dois milhões de habitantes, começou a reduzir-se paulatinamente. Depois da entrada das tropas alemãs (a chamada “aderência” de 1936), começou um desterro massivo da povoação judia vienesa que culminou com o assassinato organizado de judeus nos campos de concentração.

A nacionalização de refugiados do idioma alemão dos Sudetes depois da Segunda Guerra Mundial, não bastava para compensar a descida da povoação registada nos seis anos de guerra (1 939-1945). Não foi até princípios dos anos sessenta, quando fomentou-se a imigração dos chamados “trabalhadores convidados” desde Turquia e Jugoslavia para dissimular a carência da mão de obra nacional, que a povoação de Viena volveu a crescer. Actualmente a cidade tem - com um índice reduzido de natalidade e uma proporção baixa de crianças em comparação com a média européia - 1,6 milhões de habitantes aproximadamente.

Mas, onde estão as origens desta cidade que esteve duas vezes em três décadas confrontada com a destrução e um novo princípio, primeiro quando caiu o império dos Habsburgo em 1918 e depois a causa do bombardeamento das tropas aliadas em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, quando quase as três quartas partes dos edifícios da cidade foram destruídos ou danificados. Nas estribações orientais dos Alpes fundaram-se no Neolítico os primeros assentamentos. A paisajem de várzea, marcada pelo desbordamento do Danúbio na pendente do bosque de Viena e por afluentes do rio, atraiu aos celtas. Uns descobrimentos na colina Leopoldsberg permitem datar as primeiras povoações celtas no século IV antes de Cristo. E no Carnuntum os romanos fundaram no século 1 a província Pannonia. Em tempos do imperador Trajano (98- 117) alçou-se, no actual centro de Viena, um campamento da legião romana com o nome de Wndobona. Até a aparição dos hunos a cidade foi romana. A meados do século V os romanos retiraram-se de Vindobona e a povoação romana e celta estabelecida viu-se enfrentada com a invasão eslava. Ao redor do ano 900 os húngaros conquistaram a cidade, que desde entao foi crescendo e em 1156 foi nomeada cidade residêncial pelos Babenberg. A finais do século XII, a cidade tinha alcançado a actual Ringstral3e e foi protegida com um muro. Com a queda do “muro de aço” e a ampliação da União Europeia até o Este, Áustria vê-se confirmada no seu papel de ponte e mediadora entre Este e Oeste, e a capital moveu-se também geopoliticamente desde a margem ao centro de Europa. As iniciativas dos responsáveis politicos, que nos últimos anos deram importantes impulsos à renovação da aparência da cidade e levaram ao desenvolvimento das zonas residênciais e de ócio na margem ezquerda do Danúbio, como à construção de um dos maiores complexos de museus de arte de Europa (“MuseumsQuartier”), devem corresponder-se com este novo papel de Viena.

Breve descrição de Graz

Deixe-se fascinar pelo ambiente daquela que foi a capital cultural européia em 2003...

Situado bem no meio da cidade, reina o Schlossberg, um castelo com bosque onde é possível passear por seus arredores. Da então fortaleza hoje só resta a Torre do Relógio (Uhrturm), que se mantém em sua totalidade e é símbolo tradicional da cidade. Como novo símbolo, desde o ano 2003 flutua sobre a margem direita do Mur o edifício Kunsthaus, como uma gigante e resplandescente bolha azul.

Entre tradição e vanguarda, na cidade de 305.000 habitantes o visitante encontrará monumentos como a Catedral de estilo gótico tardio, que lembra a época em que Graz era una cidade imperial; o mausoléu onde descansa o imperador Fernando II; o Landeszeughaus (museu militar), impressionante por suas 32.000 importantes armas históricas e apetrechos expostos em cinco andares; e o edifício do Landhaus (governo regional), com seus pórticos renascentistas e que quase poderia ser considerado um “Palazzo” veneziano.

No princípio do século XIX o arquiduque Juan fundou o maior museu regional da Áustria, o Joanneum, onde a Estíria deposita sua total confiança no que se refere a ciência, cultura e arte. Com motivo do título de capital cultural européia de Graz em 2003, cogitou-se construir uma ilha sobre o Mur, a “Murinsel”. Hoje, esta construção metálica com forma de concha meio aberta pode ser visitada diariamente.

Festivais culturais de prestígio, como o de "Styriarte", dedicado especialmente à música clássica, ou o outono da Estíria (Steirischer Herbst), festival que gira em torno do teatro, arte pictórica, cinema, literatura e música, serão outra atração da cidade, assim como seus Verões de Jazz ou concertos no castelo de Eggenberg. Para celebrar acontecimentos, as instalações como o edifício “Kunsthaus”, da Ópera, do Teatro e o Fórum Stadtpark também são excelentes opções de lugares onde apreciar seus extraordinários eventos.

Museus de Viena

Naturhistorisches Museum

O Naturhistorisches Museum (Museu de História Natural) ou NHMW é um museu localizado em Viena, Áustria. Sua coleção é disponibilizada em uma área de 8.700 metros quadrados e seu website [1] dispoõe aos seus visitantes um tour virtual pelas suas dependências. Tendo um dos acervos mais variados do mundo, seus artefatos mais recentes têm aproximadamente 250 anos de idade. Seu prédio principal é um elaborado palácio que acomodou suas coleções constantemente em expansão desde sua inauguração ao público em 1889 (antigamente tinha o nome de Palácio Imperial de História Nacional). No entanto, algumas de suas coleções foram movidas para prédios e edifícios mais antigos da Cidade de Viena, como o Hofbibliothek, que continha os acervos do Gabinete Zoológico.

Kunsthistorisches Museum

O Kunsthistorisches Museum ("Museu de História da Arte") em Viena, é um dos primeiros museus de belas artes e artes decorativas do mundo. Foi inaugurado em 1891, construído por Gottfried Semper e Karl von Hasenauer em estilo renascentista italiano para abrigar a vasta coleção imperial dos Habsburgos, que ao longo dos séculos foram entusiásticos patronos das artes. Seu acervo é um dos mais ricos em seu gênero, e foi formado a partir dos gabinetes de arte e curiosidades dos Arquiduques Ferdinando e Leopoldo Guilherme, e do Imperador Rodolfo II. A coleção abrange peças desde a antigüidade grega, romana e egípcia até a arte barroca, e está dividida na sede principal em Viena e nos museus subsidiários do Castelo de Ambras e no Museu Lipizzaner, em Innsbruck, e nos palácios de Hofburg e Schönbrunn, também em Viena. Desde 2006 fazem parte do complexo o Museu de Etnologia e o Museu Austríaco do Teatro.

Leopold Museum

O Leopold Museum, situado na Museumsquartier na Áustria, em Viena, é lar das maiores obras de arte modernas e contemporâneas austríacas, contendo um acervo composto por artistas como: Egon Schiele, Gustav Klimt, Oskar Kokoschka e Richard Gerst. O museu contém o maior acervo de obras do pintor Egon Schiele no mundo.

Atracões de Viena

Catedral de São Estevão (Stephansdom)

Como ponto central da cidade interior (lnnere Stadt), esta imponente catedral gótica constitui indiscutivelmente o monumento mais emblemático de Viena e um ponto de orientação para os vizinhos e visitantes da cidade. Mesmo que o primeiro assentamento, o campamento romano Wndobona, esteve situado na área do Hoher Markt e, no curso do primeiro milenio, só tinham-se estendido lentamente até a igreja São Pedro e a actual Bãckerstral3e (rua dos Padeiros), a princípios do século XII começou com a construção de um templo fora dos muros do antigo campamento romano. No ano 1156 os duques austríacos construíram sua residência oficial (Pfalz) em Viena, na praça Am Hof. No ano 1200 começaram a levantar uma muralha que, em diferentes fases constructivas que sucederam-se rapidamente, avançou quase até a actual Ringstral3e, a avenida que rodeia o centro da cidade. As partes mais antigas da catedral de São Estevão, o pórtico do Gigante (Riesentor) e as torres dos Pagãos (Heidentürme), são romã- nicas. A reconstrução gótica teve lugar entre 1304 e 1433, quando levantaram-se as três naves, de 107 metros de comprimento, e o campanário, de 137 metros de altura. A torre do Norte, sem acabar, com uma altura de só 68 metros, fechou-se em 1579 com uma coberta renascentista. Nos tempos da Contrarreforma a catedral foi provista de adornos barrocos. O pórtico românico está flanqueado pelas duas torres dos Pagãos, de 64 metros de altura cada uma. No interior da catedral construiu-se a finais do século XV, na nave lateral direita, o sepulcro do imperador Federico III, de mármore vermelho. O mestre de obras da catedral, Anton Pilgram, criou, em 1515, um púlpito de sete bloques de arenisca nos que esculpiu bustos do papa São Gregorio 1 Magno e dos santosAgustín, Jerónimo e Ambrosio. Sobre essa escrivaninha o maese Pilgram retratou-se a si mesmo assomando a cabeça pela janela. Emcima do altar maior, de Thobias Bock, está representada a lapidação de São Estevão. Com a estátua da Virgem das Sirvientas, do século XIV, a lenda vienesa relaciona a sorte de uma criada que foi culpada injustamente de roubo: a figura da Virgem que teve que presenciar esta injustiça colocou-se na catedral de São Estevão, ao lado do pilar do púlpito, onde, desde então, as criadas suplicavam-lhe justiça. Nos finais da Segunda Guerra Mundial, também a catedral de São Estevão foi gravemente danificada pela artilharia e bombas de aviação. O tecto queimou-se e o sino, chamado Pummerin pelos vieneses, caiu ao chão. A povoação respondeu às chamadas para fazer doações para a reconstrução e avançou rápidamente, e assim a Igreja pode ser reaberta ao pouco tempo. O sino de 21 toneladas que substitui a “Pummerin” foi levantado em 1952. Agora anuncia cada Fim de Ano e Ano Novo a milhares de pessoas que esperam esse momento com entusiasmo na Stephansplatz.

Palácio imperial (Hofburg)

Embora trabalhou-se durante mais de sete séculos na residência imperial, nunca se chegou a terminar o projecto enteiro, tal e como estava pactado ao princípio, como parte de um bairro imperial. Nas diferentes zonas do palácio encontram-se todos os estilos arquitectónicos, desde o gótico ao neoclassicismo, passando pelo renascimento e o barroco. Os edifícios usados até 1918 como residência imperial têm a sua origem em uma fortaleza onde a construção começou na Idade Média, durante o reinado do rei boémio Otakar II Premysl, de onde só se conserva o ábside gótico da capela do palácio (Burgkapelle). O crescente poder do império dos Habsburgo, avançou também ampliação do palácio imperial. No século XVI construíram-se as cavalariças (Stallburg) para os Iipizzanos da Escola de Equitação Espanhola. Na asa da imperatriz Amalia (Amalientrakt) encontram-se os aposentos da imperatriz Elisabeth (‘Sissi”), que podem-se visitar. No século XVII agregou-se a ala de Leopoldo (Leopoldtrakt), que desde a Segunda Guerra Mundial alberga a presidência da República de Áustria. Aala da Chancelaria (Reichskanzleitrakt) construída no século XVIII pelos dois mestres de obras barrocas mais importantes, Lukas von Hildebrandt e Joseph Emanuel Fischer von Erlach, encontram-se, convertidos em museu, os apartamentos do imperador (Kaiserapartments) e a coleção de porcelana e prata da corte (Hoftafel- und Silberkammer). Também desta época são a antiga biblioteca da corte imperial, convertida em Biblioteca Nacional (Nationalbibliothek), e o picadeiro de Inverno (Winterreitschule), onde actualmente realizam-se as demonstrações da Escola de Equitação Espanhola. No século XIX o Hofburg seguiu-se construindo. No recinto do derrubado teatro de palácio elevaram-se a ala de São Miguel (Michaelertrakt) e depois o Novo palácio (Neue Burg), que aloja coleções do museu de História da Arte (Kunsthistorisches Museum) e alguns departamentos da Biblioteca Nacional. A praça dos Heróis (Heldenplatz), um amplo pátio de armas diante do palácio imperial que confere ao lugar seu aspecto tão impressionante, limita com a porta exterior do palácio (ÃuBeres Burgtor), construída entre 1821 e 1824, que une-o com os museus de História Natural (Naturhistorisches Museum) e de História da Arte.

Escola de Equitação Espanhola (Spanische Reltschule)

Maximiliano II, que mais tarde seria imperador de Austria, encarregou em 1559 ao seu fornecedor espanhol de cavalos, Rodrigo de Barragán, os planos para umas cavalariças nas proximidades do Hofburg. Durante o reinado de seu pai, Fernando 1, tinha-se iniciado a importação de cavalos de sela desde Espanha, intensificando-se na época de Maximiliano. Este dedicou-se à criação de purasangue de origem andaluza que traziam-se por via marítima a Génova ou Niza e desde ali a Viena. Desde 1560 importariam-se anualmente uns doze potros, que criavam-se e cruzavam com outras raças no criadeiro de cavalos fundado pelo arquiduque Carlos em Lipizza (Lipice), na actual Eslovénia. Aquela região cárstica resultou especialmente adequada para a criação de cavalos resistentes, e os cavalos de Lipizza (‘Iipizzanos”) convertiram-se numa raça muito requerida na corte vienesa. Para que os equinos tivessem suficiente espaço, construiram-se nos redores imediatos do palácio imperial umas cavalariças e na Escola de Equitação Espanhola. O edifício barroco do picadeiro de Inverno, inaugurado em 1735, foi desenhado pelo famoso mestre de obras da corte, J. E. Fischer von Erlach. No recinto, totalmente branco, não só realizaram-se demostrações da Escola de Equitação (que seguem-se fazendo na actualidade) mas também, por exemplo, durante o congresso de Viena, bailes e festas de grande envergadura. A actividade cotidiana na Escola de Equitação Espanhola baseia-se na doma, onde as origens remontam-se à antiga Grécia. Desde um decreto imperial, que assim o decidiu a princípios do século XIX, para as demostrações de doma só estão autorizados os lipizzanos brancos montados por cavaleiros em fraque marrom. Estes actos da Escola de Equitação permitem imaginar a cultura festiva da corte vienesa e assombrar-se perante os armónicos movimentos dos lipizzanos que, com seus exercícios, parecem vencer a torça da gravidade.

Igreja e cripta dos Capuchinos (Kapuzinerkirche und -gruft)

Esta simples Igreja, que corresponde com sua austeridade e sóbria ornamentação à regra da ordem dos Capuchinos, construiu-se a princípios do século XVII. Desde a Guerra dos Trinta Anos deu-se sepultura aos membros da dinastia austríaca no mausoléu imperial (Kaisergruft), que encontra-se debaixo da Igreja. Em sarcófagos mais ou menos suntuosos aqui estão enterrados dez imperadores e quinze imperatrizes, entre elas Elisabeth. Antes do enterro, extraía-se o coração e as vísceras dos defuntos da dinastia imperial que trasladavam-se à Igreja dos Agustinos ou a catedral de São Estevão. Uns 40.000 curiosos presenciaram o 1 de abril de 19890 enterro, segundo o ritual imperial, da última imperatriz de Áustria e rainha de Hungría, Zita de Habsburgo, na cripta dos Capuchinos. Ao cortejo fúnebre que, depois da missa de defuntos com réquiem de Mozart na catedral de São Estevão, ia à Igreja dos Capuchinos, passando pelo Graben, o Kohlmarkt e a Albertinaplatz, uniram-se representantes dos antigos territórios do império austro-húngaro com oseus trajos tradicionais.

Urania

Ali onde o Wien conflui com o Danúbio, encontra-se, em um concorrido cruzamento, o antigo centro de instrução pública “Urânia”, construído em 1910 pelo arquitecto jugendstil e discípulo de Wagner, Max Fabiani. Embaixo da sua cúpula redonda esconde-se o primeiro observatório astronómico popular de Áustria que, junto à ponte da Urânia, foi destruído em um ataque aéreo dos aliados o 5 de novembro de 1944. Depois da guerra reconstruiu-se o edifício, incluída sua cúpula, mesmo ampliado por um passadiço que adultera o conceito original de Fabiani. Actualmente a “Urânia”, que deve seu nome à musa grega da astronomia, continua a funcionar como observatório, sendo ocupado o resto do edifício por salas de cinema e de conferências e por um teatro de títeres fundado por KarI Kraus.

Parque da Vilia (Stadtpark)

Este parque, que extende-se em ambas margens do Wien e foi desenhado por um pintor paisagístico, Josef Selleny, e o jardineiro municipal Rudolf Siebeck, inaugurou-se em 1862 como ‘Parque da Vila”. O casino (Kursalon), que começou a funcionar cinco anos depois e no jardim comemorava-se funções musicais em verão ao ar livre, recorda-sea “Mineralwassertrinkanstalt auf dem Wasserglacis” (“Estabelecimiento para tomar as águas, no glacis de Água”) que encontrou-se em seu lugar durante a época do biedermeier. Com glacis de Agua denominava-se o espaço verde que encontrava-se diante das muralhas de Viena. De acordo ao gosto da época, o parque da Vila foi desenhado como jardim de recreio de estilo inglês. Os arbustos e árvores decorativas, enriquecia-se aflora regional, estão actualmente protegidos na sua maior parte e especificados mediante letreiros. Entre os vieneses, o parque, com seu estanque habitado por patos e ocas, segue gozando de grande popularidade como área recriativa e lugar de passeio. Nele encontram-se também estátuas de famosos compositores austríacos, como Schubert, Lehar, Brucknerou o rei da valsa Johann Strauss. Éste último situa-se perto do Kursalon e está entre os monumentos mais fotografados de toda Viena. Foi realizado em 1921 por Edmund Heilmer em bronze pintado em ouro.

Ópera do Estado (Staatsoper)

O edifício da Ópera do Estado é um dos mais antigos do Ring em estilo renascentista. O concurso convocado para a sua construção ganharam-no em 1860 os arquitectos August Siccard von Siccardsburg e Eduard van der Nüll, embora nenhum dos dois sobreviveu à terminação da sua obra. Diz-se que as contínuas críticas ao edifício vertidas pelos vieneses, incluído o imperador Francisco José 1, levaram ao arquitecto van der Nüll ao suicídio. Seu homólogo, von Siccardsburg, morreu pouco depois pelas sequelas de uma operação. 025 de agosto de 18690 edifício foi solenemente inaugurado como “Ópera Imperial de Viena” com a ópera Don Giovanni de Mozart. A Ópera do Estado é um dos edificios mais impressionantes do Ring. A finais da Segunda Guerra Mundial foi completamente destruído. Só a loggia com os afrescosde Moritzvon Schwind, aescada, o vestíbulo e o salão de chá salvaram-se das bombas. Aproveitou-se a reconstrução para modernizar o edifício a fundo, preservando, no entanto, seu carácter original. Oferecem-se visitas guiadas ao auditório, muito popular pelas transmissões em televisão do anual baile da Ópera, do impressionante cenário. A Ópera do Estado de Viena foi reaberta no ano da firma do Tratado de Estado (1955) com um concerto dirigido por Karl B5hm. Como obra para este acto festivo de forte conteúdo simbólico escolheu-se Fidelio, a ópera da liberdade de Beethoven. Foi a primeira vez na história austríaca que a representação de uma ópera foi emitida em directo por televisão. Por suas representações, que mudam quase a diário, e sua orquesta, de prestígio internacional, os Filarmónicos de Viena, a Ópera do Estado está considerada por muitos cantores e melómanos a ópera mais importante do mundo.

Monumento da imperatriz Mana Teresa (Denkmal der Kaiserin Maria Theresia)

Entre ambos museus situa-se o monumento da imperatriz María Teresa, uma obra de Kaspar Zumbusch. Ao redor estão dispostas as alegorias da força, a inteligência, a justiça e a benevolência. Aos pés da imperatriz vê-se quatro representações equestres de seus comandantes, Daun, Laudon, Traun e Khevenhüller. À esquerda de MaríaTeresa encontra-se seu médico de câmara Gerhard van Swieten, atrás, em relevo, o numismático Eckhl, o historiador húngaro Georg Pray e os compositores Gluck, Haydn e Mozart, de pequeno, perante o fundo da praça de Schõnbrunn.

Parlamento (Parlament)

A sede da câmara de representantes, a obra principal do arquitecto Theophil Hansen, construiu-se entre 1874 e 1883 e parece-se a uma acrópolis grega antiga. Hansen inspirou-se naAntiguidade clássica para enfatizar a origem na Grecia clássica de alguns termos importantes jurídico-estatais, como política ou democracia. Para a decoração de sua obra, o arquitecto convidou vários artistas, entre eles, por exemplo, uns trinta escultores. Os materiais de construção adquiriram-se em quase todos os países do território da monarquia, para simbolizar assim “a confluência de todas as forças dos rei- nos e países representados no Conselho do Império (Reichsrat)” no Parlamento. Dezanove anos depois da inauguração do edifício (1902), terminou-se também a fonte de Palas Atenea. À direita da deusa da inteligência situa-se a deusa alada da victória, Niké. À direita encontra-se uma figura femenina com tábuas da Ley, representando a competência legislativa do Parlamento, e à esquerda uma figura com espada que simboliza a administração e a justiça.

Teatro Nacional (Burgtheater)

O maior teatro de Viena construiu-se entre 1874 e 1888 segundo um projecto dos arquitectos Gottfried Semper, original de Hamburgo, e Karl Hasenauer, vienês. Foi o primeiro edifício monumental de Viena iluminado com electricidade, em sua inauguração causou grande sensação a nível internacional. Mesmo que o teatro chama-se desde 1919 oficialmente só “Burgtheater”, os vieneses denominam-no simplesmente “die Burg” (‘o castelo”), no portal da parte traseira ainda conserva-se integramente o nome original: “K. K. Hofburgtheater” (‘Teatro imperial do Hofburg”). O teatro, que está considerado o mais importante cenário de fala alemã, foi gravemente danificado a finais da Segunda Guerra Mundial e não voltou a funcionar até 1955. Sua reconstrução realizou-se seguindo os planos históricos, mas renovando por completo os aspectos técnicos. As fachadas da parede frontal estão decoradas com bustos de poetas (dedireitaaesquerda): Haim, Grillparzer, Hebbel, Schiller, Goethe, Lessing, Molière, Shakespeare e Calderón. Uma placa comemorativa relembra o bastião de Lówel, muito renhido durante o assédio dos turcos em 1683, que ocupou o lugar actual do Teatro Nacional. As duas escadarias e os dois vestíbulos de planta redonda chamam a atenção por sua ostentosa decoração.

Igreja Votiva (Votivkirche)

Esta Igreja foi construída pelo projecto de Heinrich von Ferstel, que ao começo das obras apenas contava 27 anos, e é um exemplo do estilo neogótico. O início de sua construção foi motivado por um atentado falhado ao imperador Francisco José 1 e começou em 1853, ainda antes do derrubamento das muralhas da cidade. Não foi terminada até o 24 de abril de 1879, 23 anos depois, e pôde ser consagrada com motivo das bodas de prata do imperador e a imperatriz. Heinrich von Ferstel, doador e arquitecto, tinha falecido, não podendo presenciar o evento. O projecto de fazer a Igreja Votiva um mausoléu para austríacos famosos, seguindo o exemplo da abadia de Westminster, não chegou a materializar-se. Só o remarcável sepulcro do conde Niklas Saim, realizado pelo ano 1533 e que contém os restos do defensor de Viena durante o primeiro assédio dos turcos (1529), foi trasladado desde a Igreja de Santa Dorotea (Dorotheerkirche). Na Igreja destaca o valioso altar talhado gótico-tardío de factura fIamenca, o famoso altar de Amberes (altar lateral dianteiro à direita). O imperador Francisco José 1 tinha-o adquirido em 1858 para sua coleção de Ambras. A Igreja está também intimamente relacionada com a figura do arquiduque Maximiliano, mais tarde imperador de México, que morreu em trágicas circunstâncias. Maximiliano tinha participado decisivamenteem sua construção. Em comemoração do imperadorde México e na sua nova pátria erigiu-se o altar da Virgem de Guadalupe em referência ao lugar de peregrinação mariano mais famoso do Novo Mundo. Na Igreja Votiva encontra-se também a chamada Vela Bárbara (BarbaraKerze) do ano 1930. Esta vela, de 4 metros de altura e 30 cm de diâmetro, pesa 264 kg e conformam-no 1.660 fios. Diz-se que duraria 100 anos.

Igreja de São Carlos Borromeo (Karlskirche)

A cidade deve seu segundo templo maior a um voto feito pelo imperador Carlos VI com motivo da epidemia da peste que em 1713 cobrou-se umas 8.000 vítimas em Viena. A Igreja, de 80 metros de altura e 60 de largura, está dedicada ao arcebispo de Milão e herói da epidemia de peste que arrasou aquela cidade em 1576. Os custos da construção repartiram-se entre todos os países da Coroa, e os cimentos foram assentados em 1716. Desenhada pelo mestre do alto barroco, Johann Bernhard Fischer von Erlach, e completada em 1733, após a morte, pelo seu filho Joseph Emanuel, é um símbolo do poder político e religioso da dinastia imperial dos Habsburgo. Na decoração do interior da Igreja, que era uma “honra superior para Viena, a nova Roma”, participaram importantes artistas. Por fora a Igreja recorda, com sua alta cúpula, as grandes basílicas do Renascimento, concretamente a basílica de São Pedro do Vaticano. A construção foi complementada com duas colunas de triunfo, com relevos que representam estações da vida de São Carlos Borromeo. Na sua ponta vêm-se também as insignias do poder secular dos Habsburgo: as coroas e as águias imperiais. Com o afresco de Johann Michael Rottmayr na cúpula e seu imponente altar, onde representa-se ao santo padroeiro subindo ao céu rodeado de anjos, a Igreja está considerada um dos templos barrocos mais belos de Europa.