Atrações de Praga

Castelo

[RAW] Castelo (Prazsky hrad) — Considerado uma das maiores fortalezas do Mundo, pelas suas dimensões, o Castelo de Praga é a pura essência da cidada Boémia e a lembrança histórica da jovem República Checa. A sua fundação deve-se à dinastia dos Premyslidas durante a segunda metade do s. IX. As ampliações, realizadas ao longo dos séculos, que ao mesmo tempo se alternaram com incêndios e devastações, são o resultado do actual conjunto monumental. Por isto alternam-se elementos que testemunham a eslialilicação dc diversas culturas, épocas históricas, tendências arquitectónicas e artísticas. O Pátio de Honra (ou primeiro pátio) data do período dos Habsburgo (s. XVII 1); Maria Teresa de Austria confiou a concepção to dos edilícios que o emolduram ao arquitecto da Corte N. Pacassi. Os trabalhos foram dirigidos por A. Lurago. A ambos os lados da grandiosa cancela dc acesso erguem-se OS grupos escultóricos da Gigantomaquia, CIUC são cópias dos originais esculpidos por 1. Platzer o Velho (s. XVIII). Ao atravessar a Porta Mathias (s. XVII) acede-se ao Segundo Pátio, adornado com uma fonte barroca (s. XVII) cujas esculturas são obra de J. Kohl. No edifício situado no lado esquerdo do pátio encontra-se, desde 1965, a Galeria de pinturas do Castelo (Obrazá rua Praského hradu) com quadros que antes estavam na galeria de Rodolfo II e na de Fernando II. As obras que contém esta interessante pinacoteca pertencem a grandes artistas europeus. Entre os mais importantes encontra-se Jacopo Robusti, mais conhecido como “o Tintoretto’ (Pastores a adorar o Menino Jesus, A mulher adúltera diante de Cristo); Tiziano (Uma mulher jovem, melhor conhecida como Toucado de rapariga); P. Brandl (São Paulo Apóstolo); o Veronês (Santa Catarina com o anjo); G. Reni (Neso e Deyanira); Rubens (O Olimpo); Hans von Aachen (Retrato do imperador Mahias); j. Kupeck, J. P. Brandi e outros. Na parte oposta do pátio, está situada a Capela de Sta. Cruz, realizada A. Lurago no s. XVIII. Nas paredes encontram-se pinturas de V. Kandler e 1. Navrátil; as esculturas do s. XIX são de E. Max (São Pedro e São Paulo, São João Nepomuceno). O Terceiro Pátio, em tempos o centro da antiga fortaleza, alberga o núcleo central do Castelo, nele erguem-se a Catedral, a Antiga Casa Prebostal e o Palácio Real.

Catedral de São Vito

[RAW] Catedral de São Vito (Chrám svatého Víta)— A história desta grandiosa construção, ultimada só em 1929, começa por volta de 926, quando São Wenceslao fez erigir no lugar da rotunda de São Vito. Um século mais tarde ergueu-se uma basílica románica, sobre a qual, a partir da primeira metade do s. XIV, construiu-se uma catedral gótica. O projecto foi realizado por M. d’Arras, arquitecto francês enviado a Praga por Carlos IV. Este iniciou a parte oriental, a inspirar-se no gótico inicial francês, ao tomar como modelos a catedrais de Tolosa e de Narbona, também começou entre outras coisas, o Coro. Este último caracteriza-se pelas suas dimensões imponentes (47 m. de comprimento por 39 m. de altura). Com a morte de d’Arras, a direcção das obras passou a Peter Parler (1356), que valorizou a Catedral, ao imprimir-lhe o selo característico do gótico alemão, O poderoso campanário domina a Catedral com os seus 99 m.; na segunda metade do s. XVI, Hans do Tirol e B. Wohlmut realizaram o contorno renascentista ao construir uma balaustrada. O seu sobressalente pináculo é um acrescentado barroco de Pacassi (1770). O campanário contém o sino de São Segismundo (s. XVI), o maior da Boémia. Em 1872, J. Mocker renovou as obras para completar o grandioso edificio. Este seguiu fielmente o projecto realizado por Peter Parler, ao trabalhar a parte ocidental do templo, que se caracteriza por magníficos traços neogóticos. Naquele período também se começou a portada, ultimada por K. Hilbert em 1929. No mesmo ano foi consagrada a Catedral, finalmente terminada, mil anos depois da morte de São Wenceslao. A sua valiosa fachada, situada entre duas torres gémeas, é uma obra mestra da arquitectura neogótica e caracteriza-se pela sua elaborada ornamentação, que ressalta especialmente na rosácea central e nos portões. Ë fruto dos trabalhos finais, que se realizaram entre a primeira metade do s. XX. A sua magnífica rosácea foi realizada por E Kysela entre 1925 e 1927 na qual representou Episódios da Criação. O monumental interior, no qual triunfa completamente o gótico, impressiona pelas suas majestosas dimensões (124 m. de comprimento, 33 m. de altura na nave principal e 60 m. de largura no cruzamento do transepto). Encontramo-nos na maior igreja da capital da Boémia e perante um dos edifícios mais grandiosos do conjunto inteiro do Castelo, O seu interior está dividido em três naves com poderosos pilares que sustêm arcos ogivais. São de admirar as magníficas nervuras das suas abóbadas com ornatos, as suas estupendas vidreiras policromas que representam distintas cenas. Algumas destas vidreiras são obras de notáveis artistas checos do s. XX; observe-se, por exemplo, a vidreira realizada por A. Mucha (terceira capela da nave lateral esquerda). Na galeria do trifório encontram-se os bustos dos construtores da Catedral, de algumas das personagens ilustres e de distintos membros da família de Carlos IV. A porta sul (ou Porta de Ouro) está rematada no seu exterior com um mosaico do s. XIV (o Juízo Final) e as esfinges de Carlos IVe a sua mulher Isabel de Pomerania.

Basílica de São Jorge

[RAW] Basílica de São Jorge (Bazilika svatého 11K) — Este edifício românico, com fachada barroca do s. XVII, encontra-se na Jífské náméstí, diante do abside da Catedral. A basílica constitui um dos melhores exemplos de arquitectura românica da Boémia. Dominada por dois campanários gémeos, foi fundada pelo príncipe Vratislav entre os anos 915 e 921 e reconstruída várias vezes após numerosas destruições. A Capela de São João Nepomuceno é uma construção acrescentada no s. XVIII, em cuja fachada se pode admirar a Estátua do santo titular e os afrescos do tecto (Apoteose de São João Nepomuceno). A nave central da basílica possui elementos arquitectónicos correspondentes ao período compreendido entre os séculos X e XII. No tecto por cima do coro podem observar-se restos de afrescos do s. XIII (Jerusalém celeste). As abóbadas dos absides estão decoradas com pinturas murais que mostram a Coroação da Virgem (s. XVI). Na Cripta (meados do s. XII) encontra- se uma Estátua de Brígida (B. Spinetti). Na Capela de Santa Ludmila do s. XIII pode-se contemplar o Sepulcro da santa, padroeira da Boémia, provavelmente realizado em parte pelo atelier de P. Parler (s. XIV). Pinturas murais de J. V. Hellich (s. XIX) representam Factos da vida de Sta. Ludmila; também podem observar-se outras pinturas de finais do s. XVI de motivo religioso.

Palácio Schwarzenberg

[RAW] Palácio Schwarzenberg — Museu de História Militar (Schwarzenberskj palác - Vojenské muzeum) — Este edifício, tal e como o vemos hoje, possui belas formas renascentistas, evidentemente copiadas de construções realizadas no norte da Itália. O seu construtor, o arquitecto italiano A. Gaili, realizou-o entre 1545 e 1576, para satisfazer os desejos da família Lobkowitz. E bom observar como a sua fachada exterior, adornada à base de esgrafiados, simula um paramento de cantaria almofadada em ponta de diamante. Esta decoração que corresponde ao s. XVI, foi restaurada entre os séculos XIX XX. As colecções do Museu de História Militar estão situadas desde 1945 na ala do palácio construída durante o s. XVI. Estas apresentam, em salas admiravelmente decoradas, armas pré-históricas, modelos de dotação de alguns exércitos europeus até 1918, canhões, uniformes, decorações, bandeiras, estandartes, mapas militares e planos de célebres batalhas.

Ponte Carlos

[RAW] Ponte Carlos (Karlúv Most) — A “Ponte Carlos” é, por excelência, um dos simbolos de Praga que põe em comunicação os históricos bairros de Staré Mésto e Malá Strana. A sua actual configuração deve-se a Carlos IV (segunda metade do s. XIV) que confiou a sua construção a P. Parler e a J. Ottl. Foi completado a princípios do século XV, a reinar já Wenceslao IV. No transcorrer dos séculos e os aluviões perigosos do Moldava têm submetido a duras provas a Ponte Carlos, como por exemplo dois dos seus arcos foram reconstruídos em 1890. Esta panorâmica ponte peatonal tem um comprimento de 516 m. e uma largura de 10 m., a ter como apoio uma sucessão de 16 pilares. Está custodiada por duas poderosas torres nas suas extremidades, e antigamente, todo o conjunto arquitectónico fazia parte das obras de defesa de Praga. As monumentais características góticas da Ponte Carlos vêm-se realçadas pela que poderíamos definir como uma estupenda galeria de esculturas ao ar livre: trinta, entre estátuas e grupos escultóricos, que contribuem a exaltar a mágica atmosfera de Praga e os seus esplêndidos lugares panorâmicos. A partir de 1657, quando foi restaurado um Cruc(uixo em bronze, que já se encontrava nela desde o s. XIV, começaram a colocar- se estátuas e grupos escultóricos nos parapeitos da ponte: 26 entre 1706 e 1714. Entre os artistas que colaboraram com as suas obras há que recordar a J. Brokoff junto com os seus filhos, a M. B. Braun, e a Josef e Emanuel Max. O grupo formado pelos Santos Cirilo e Metodio, foi realizado em 1928 por K. Dvoák. A maior parte das esculturas originais têm sido substituídas por cópias, as originais, de areia facilmente erosiva pelos agentes atmosféricos, hoje podem contemplar-se numa secção do Museu Nacional. A Estátua de Sta. Lutgarda é a de maior valor; a que representa a São Felipe Benizzi é a única de mármore, como a única em bronze é a de São João Nepomuceno, situada no centro da ponte. Esta é uma realização do s. XVII, a seguir os modelos de M. Rauchmüller e J. Brokoff. Um relevo entre os pilares sexto e sétimo, indicam o ponto exacto onde o santo foi lançado com violência nas águas do rio. Uma inscrição em hebreu, perto do Grupo do Calvário, lembra o acto sacrílego de um blasfemo judeu (1696). Em um enfeite em forma de papel um pouco enrolado, colocado sob a Estátua de São Francisco Serafim (s. XIX), podem ler-se os versos do Salmo 90/11: “Ao seu anjo aqui lhe foi ordenado proteger-te pelos distintos caminhos da tua vida Nos redores da ponte (Ilha Kampa) ergue-se a Coluna de Rolando, cópia realizada no s. XIX da original (s. XVI). A ponte é um dos pontos nevrálgicos da Praga turística: grandes massas de turistas acodem em tropel perenemente, enquanto que artistas, vendedores e artesãos oferecem o fruto do seu trabalho, a criar uma atmosfera parecida à que apresenta a Rive gauche de Paris. As Torres de Malá Strana delimitam a ponte em direcção ao homónimo bairro. A torre mais baixa, do s. XII tardio, formava parte da antiga Ponte Judit. Nos finais do s. XVI realizaram-se refundições arquitectónicas e ornamentais. A torre mais alta, construída na segunda metade do s. XV, por desejo de Jifí de Podébrad passou a ocupar o lugar de uma antiga torre românica.

Casa “do Sino de Pedra”

[RAW] Casa “do Sino de Pedra” (‘U kamenného zvonu’) — A elegante fachada gótica deste edifício só se pôde contemplar a partir dos anos sessenta (s. Xx), quando terminaram as refundições às que se tinha submetido que puseram em evidência um discutível acréscimo realizado a finais do século XIX. No entanto a casa remonta-se ao 5. XIII. A sua denominação aparece já em algumas actas do século XV. Posteriormente a sua fisionomia foi progressivamente alterada, até que se chegaram a apagar os rasgos do belo edificio.